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Viveiro de mudas nativas – Quebrangulo, AL

Uma nova floresta : a Mata da Suíça

Ás margens do Rio Paraíba, uma vertente com forte declive, situada no centro da cidade de Quebrangulo, estava pondo em perigo a população ribeirinha. O seu desmoronamento poderia perturbar o percurso do rio e ameaçar as casas.

No ano 1989, criamos um viveiro no local e começamos o reflorestamento dessa vertente.

Ainda hoje estamos dando continuidade a esse trabalho, enriquecendo a mata em crescimento com mudas de árvores e flores nativas no intuito de atrair animais e aves silvestres.

Organizamos também uma trilha com placas identificando as árvores, cartazes educativos e recreativos. Também há bancos para sentar e contemplar a natureza e uma exposição de fotos na entrada mostrando a riqueza de fauna e da flora da região.

Na mata da Suíça existem 42 espécies de árvores nativas em adiantado estágio de crescimento, algumas com diâmetro de mais de 20 cm na altura do peito. Os cantos de aves endêmicas, tais como o Pintassilgo do Nordeste e o Tangara Sete-Cores já podem ser ouvidos: uma Preguiça já deu cria a um filhote e muitos outros animais presentes no local já foram avistados.

Esse local reflorestado era anteriormente conhecido como sítio Bento de Barros, mas após o reflorestamento pioneiro da Nordesta, a população passou a chamá-lo de ‘Mata da Suiça’, sendo assim identificado nos dias de hoje.

Plantio de uma mata ciliar

A barragem da Carangueja, situada no Municipio de Quebrangulo, Estado de Alagoas, abastece 4 municípios com água cristalina durante o ano todo : Quebrangulo, Palmeira dos Índios, Estrela de Alagoas e Minador do Negrão.

Na nossa primeira visita, nos anos de 1985, as margens dessa barragem eram totalmente expostas a erosão, sem nenhuma cobertura vegetal, o que permitia o pisoteio permanente do gado e representava mais uma fonte de poluição da água.

Com o intuito de iniciar um trabalho de recuperação de mata ciliar, instalamos o nosso primeiro viveiro na cidade de Quebrangulo e começamos o reflorestamento das margens da barragem nos anos 1992. O primeiro passo era de plantar árvores pioneiras, pois o solo era tão degradado que precisava plantar espécies leguminosas para corrigir o mesmo e criar uma base para o plantio das espécies clímax.

O plantio foi reforçado com mais espécies nativas e hoje em dia já existe uma mata alta que protege definitivamente as margens da barragem. Existem trilhas na sombra para passeios e percursos de pescadores que podem caminhar até a barragem sem danificar os plantios, uma vez que as árvores já são altas e bem desenvolvidas, inclusive sendo atrativas para muitos pássaros e animais nessa área.

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